Polarização circular na banda C

Polarização circular na banda C

A combinação de duas ondas linearmente polarizadas, uma vertical e outra horizontal, de mesma amplitude e eletricamente defasadas de 90 graus, resulta em uma onda circularmente polarizada.

Dessa forma, a polarização circular foi tema de algumas postagens. Vocês poderão ler mais a respeito nos links abaixo:

A polarização circular na Banda C, demanda LNBFs adaptados ou com inserções de objetos em suas “bocas”. Assim, a grande maioria dos LNBFs se utilizam de placas de teflon, onde podemos comprar um LNBF com polarização Linear, e inserimos esta placa em locais específicos em sua “boca” . Mas, existem modelos fabricados para a polarização circular, geralmente com produções artesanais, contendo um tubo alongador, ou com compra separada deste produto.

Entre os diversos fóruns da internet, é unanimidade o melhor desempenho com a utilização do tubo alongador. Mas existem alguns comentários, onde uma plaquinha com pedra de são tomé possuem resultados próximos ao do tubo.

As placas adicionadas nos LNBFs podem possuir os mais variados materiais e tamanhos, onde geralmente se utilizam dos seguintes dados métricos:

3,5cm x 6cm x 0,6cm – *Variações de alguns mm para mais ou menos.

Placa de teflon
Placa de teflon

Já, a utilização do LNBF turbinado, que é um termo para o LNBF comum, só que com um tubo despolarizador acoplado, é apenas um sistema de melhoria na recepção circular, usadas em Satélites da Banda C com polarização Circular L / R, como nos satélites Nss 806, SES 04, Nss 07 entre outros. Nesse sistema não há necessidade de usar plaqueta de teflon.

LNBF Turbinado
LNBF Turbinado

Em relação aos satélites, recomendo a leitura da seguinte postagem, onde vocês poderão estar buscando estes, pois existem atualizações de tempos em tempos.

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Como dito em outros posts, existem algumas desvantagens do uso da polarização circular, comparada a polarização linear. Algumas delas são:

  1. Raros os LNBFs produzidos para a polarização circular.
  2. As plaquetas e os tubos alongadores encarecem o produto.
  3. Poucos são os satélites que se utilizam dessa polarização no Brasil.

Mas temos algumas vantagens:

  1. A polarização circular não afetada pela rotação de Faraday em ondas que atravessam a atmosfera e ou a ionosfera.
  2. Não é necessário ajustar a polarização das antenas (posição em torno do eixo de propagação) como acontece com antenas linearmente polarizadas.

Dessa forma, na hora de regular o LNB SKEW, não temos nenhum trabalho, pois podemos rotacioná-lo de 0 a 360º do LNBF.

Quando utilizamos plaquetas no LNBF, devemos ficar atentos a sua adição. Esta deve ser inserida entre as agulhas (Sondas) da seguinte maneira:

Inserção da placa
Inserção da placa

Caso você inverta essa inserção, deveremos alterar o LO (Oscilador Local) para 5750/5150.

Inserção da placa (inversão)
Inserção da placa (inversão do LO)

*Sua profundidade dependerá de testes, pois dependendo do tamanho da placa e do LNBF, esta irá se encaixar em diferentes profundidades e ângulos.

Por fim, destaco que a modificação do LO deve ser feita no receptor ou localizador, caso alguém tenha dúvida a respeito. Já em relação a inserção da polarização nos TPs, Right (R – Direita) será igual a Vertical (V) e Left (Esquerda – L) será Horizontal (H).

Conclusão

Podemos concluir que a banda C circular no país não é tão difundida como a linear. Isso se dá por conta dos gastos e de produtos não adequados a este tipo de polarização. Mas ainda sim, esta apresenta algumas vantagens que poderiam torná-la mais difusa.

3 comentários em “Polarização circular na banda C

  1. Genario Agostinho Antunes says:

    Caros
    Já testei diversos materiais como dielétrico e a pedra São Tomé realmente é de um rendimento muito bom, sendo equiparado ao tubo alongador, seguido pela placa de teflon. Os lmnbfs da marca Zinwell apresentam rendimento superior aos demais.

    • Admin says:

      Bom dia Genario. Caso tenha imagens com os resultados dos testes, ou resultados de cabeça… com os detalhes das placas que usou, basta enviar pelo contato que faço uma postagem a respeito. Eu mesmo já encontrei uma tabela com os testes de vários materiais do tipo, mais não consegui encontrá-la pela internet.
      ATT

  2. Genario Agostinho Antunes says:

    Caro
    Não tenho os dados…e mesmo que os tivesse não acredito que possam ser levados ao pé da letra, porque a minha antena é de 285 cmts, portanto, acima do recomendado e isto acaba mascarando os resultados. Esta antena fica vagando pelos satélites e no momento está no 43w…linear, em testes.
    Mas, posso afirmar ao amigo que a pedra São Tomé, com as mesmas medidas da placa de teflon, ganha desta com folga. É tão eficiente ou até mais, quanto o tubo polarizador comercial. Testei vidro, pedra ardósia, tubo alongador e a pedra, preparada por mim mesmo. Ela foi superior a todos os outros materiais. Outro dia, testei uma pedra com o corte diferente, sugerido por um amigo hermano. É a mesma pedra, porém, com uma parte saliente em forma de v para fora do lnbf. E olhe que ficou muito bom, também.
    Mais uma vez, parabéns pelo site e pelo espaço disponibilizado.

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